
Gibson Les Paul Dark Fire - Quando Tradição e Tecnologia se Encontram
Você já imaginou ter ao mesmo tempo uma guitarra tradicional unida a alta tecnologia ? Pois bem, a Gibson pensou ... e estão apostando nesse encontro trazendo ao mercado a novíssima Gibson Les Paul Dark Fire.
A Dark Fire é a segunda investida da Gibson na onda das guitarras “mecatrônicas”, ou seja, com sistema de afinação automático porém de forma mecânica, que teve início com a Gibson Robot First Edition, porém essa é a primeira vez que ela embarca tanta tecnologia em um só produto, pois além da auto-afinação, essa guitarra conta com sistema de ajuste de timbre, denominado Chameleon Tone, onde por presets você tem vários tipos de som (mais informação adiante) e ainda tem um EQ Paramétrico e uma ponte Piezo para sons acústicos ... ufa !
Tudo isso é controlado por um knob que a Gibson chamou de “Master Controle Knob” ou MCK. Esse knob é um push pull, que quando na posição retraída funciona como o tone normal do captador da ponte, porém quando puxado ele ativa todo o sistema robótico da guitarra.

Digo isso pq a Variax ou a Strato VG utilizam programação para “MODELAR” o som através de pós processamento digital, ou seja, como o sistema da Roland e suas pedaleiras VG, tudo feito por MIDI, o som desplugado sempre será igual, mas plugada essas guitarras passam por um processamento sonoro digital e o som que sai no amplificador é outro.
Já a Gibson Dark Fire é uma guitarra única e sozinha no mercado, tudo nela é “automatizado” porém mecânico, ou seja, quando você muda a afinação dela, as tarrachas giram e colocam na afinação escolhida, deixando você tocar mesmo que acusticamente e ouvir a outra afinação, você sente o braço diferente, é a mesma coisa de pegar uma Gibson e mudar a afinação dela manualmente.
Outro ponto é o sistema de mudança de timbres. Nela você encontra timbres clássicos de Les Paul e também timbres de para “funk”, “twang”, “jazz”, “metal” e até acústico, dentre outros. Mas nada disso é simulado por software como nas “concorrentes”. A magica nisso é um sistema de relays que liga e desliga as bobinas dos captadores fazendo todas as combinações possíveis entre eles (como série e paralelo), mas mais uma vez, ao invés de chaves mecânicas, temos todo o sistema automatizado pelo MCK.
A guitarra tem uma tocabilidade excelente, tudo o que você espera de uma Gibson Les Paul, o braço é muito confortável, a escala é em ébano, o acabamento é perfeito, os trastes passam por um sistema chamado Plek’d onde por um programa de computador aliado a uma máquina ele são ajustados, polidos e aparados, fora isso ela possui um captador BurstBucker 3 na ponte e um P-90H no braço.
Alias, esse P-90H é mais uma inovação da Gibson em termos de captador e a Dark Fire é a primeira guitarra que vem equipada com ele. O captador possui os mesmos timbres de um P-90, porém sem ruído, pois possui uma bobina dupla, com isso pode-se misturar os sons das bobinas com o outro captador para criar muitos timbres diferentes. Pode parecer igual aos P-94 ou P-100 que a Gibson já lançou no passado, mas acreditem, o som é muito próximo de um P-90 tradicional, algo nunca alcançado anteriormente.
Em termos de acabamento a guitarra é primorosa e ganha uma nota 10 no meu livro. Ela vem com bindings pretos, as costas da guitarra e o braço possuem apenas uma seladora preta , mas deixa toda a madeira visível (muito parecido com as BFG), fora isso ela tem marcação em blocos de fibra de carbono e capa dos captadores com o mesmo acabamento (pintados nelas), ainda vem com um escudo translúcido fumê e o lindo topo em uma espécie de “Black Cherry” brilhante.



Outra novidade nessa guitarra é o sistema de bancos de afinação, na Robot tínhamos apenas um banco com seis possibilidade de afinações, já na Dark Fire o número sobe para 18 afinações diferentes, distribuídas em 3 bancos diferentes (verde, azul e vermelho). Amplitude maior de afinações proporciona muito mais versatilidade na guitarra.
O sistema de piezo também é inédito nessa guitarra e a mistura de sinal “elétrico e violão” ocorre na chave de captadores, que além de mexer para cima e para baixo para escolha dos captadores, também gira para adicionar mais ou menos “som de violão”.

Os recursos são inúmeros, a guitarra ainda acompanha o software Guitar Rig 3 para ai sim “simular” vários equipamentos de estúdio, como amplificadores, pedais e microfones em um ambiente de gravação.
Então termino dizendo o mesmo que respondi quando questionado sobre ela em comparação a Variax e a Strato VG, a Dark Fire é uma Gibson Les Paul tradicional, com o mesmo som de uma Les Paul, apenas como todo o sistema de combinação de captadores, som de piezo, escolha de afinações e equalizador paramétrico, tudo feito de forma mecânica, sem interferir ou “simular” sons diferentes, tudo o que você tem nela é o que realmente você pode conseguir de uma guitarra, mas nela tudo é automático e conta como um plus no sistema, um meio de facilitar a obtenção de novos timbres e diferentes afinações, porém de forma completamente natural, sem a intervenção de nenhum pós processamento. Quem não iria querer algo assim ? Então se preparem ...
A primeira leva “uma espécie de preview” de apenas 200 unidades já foi esgotada no lançamento, porém a Gibson, a partir de Maio desse ano (2009) começou a produzir o restante desse lançamento de 2 mil guitarras, ou seja, mais 1800 guitarras disponíveis nas lojas em breve. Resta reservar a sua ...
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
